19 de abr de 2017

Porque não 2019 e Porque não 2069, 2080 ou 2084 como Datas Proféticas (Estudo Transição Planetária 2036-2057 – Parte II de II)

Filme Dystopia 2084


Porque a Terra ainda será um mundo de expiação e provas ao final de 2019 e não terá entrado em uma nova era?

Porque a Terra em 2069, 2080 ou 2084 já será um mundo de Regeneração e, portanto, não será mais um mundo expiatório, tendo encerrado seu período bélico e já passado pelo grande exílio planetário?

A resposta é simples: porque as profecias dos profetas mais confiáveis do mundo, em especial Jesus no Sermão Profético e Apocalipse, demarcam claramente o auge dos eventos bélicos e cataclísmicos da Transição Planetária para o ano de 2036 quando teremos um grande exílio planetário para que então a Terra adentre em uma nova Era, de Regeneração.

Profetas como Jesus, Daniel, Cayce, Parravicini, Nostradamus apontaram em uníssono a mesma data para o auge dos eventos. Todo esse estudo foi esmiuçado nos livros “A Bíblia no 3º Milênio” e “Armageddom 2036” e detalhado no seu cronograma nos próximos 19 anos (e que vem se cumprindo como profetizado desde 2014) no livro “Brasil o Lírio das Américas” que, juntamente com o livro “Brasil: Ordem em Progresso” abordou esse processo de transformações no Brasil nos próximos anos até o ápice dos eventos.


Todo o estudo sobre as profecias a respeito de 2036 de forma resumida e bem didática está na primeira parte do Estudo sobre a Transição Planetária 2036-2057:


No Espiritismo seus dois principais nomes (Kardec e Chico) apontaram em uníssono o período temporal que demarca a Era nova. Entenderemos nessa segunda parte porque o Espiritismo confirma as profecias de Jesus sobre grandes cataclismos que culminarão com o auge da Transição Planetária e porque Chico e Kardec apontaram que pouco mais de 20 anos após esse ápice a Terra entrará, em 2057, na Era de Regeneração, explicação completa e embasada que coloca por terra teorias de que “até o final do século a Terra estaria em transição” ou ainda que “por mil anos ainda estaríamos lidando com espíritos bestiais presos no interior do planeta” ou ainda a clássica “a transição ocorrerá sem grandes eventos cataclísmicos”, afirmações que serão desmontadas, uma a uma, nesse estudo a seguir:

NÃO EXISTE ERA DE REGENERAÇÃO ANTES DE 2057 - NÃO EXISTE ERA DE EXPIAÇÃO APÓS 2057

Vamos entender sobre a vinda da Era de Regeneração. Kardec foi muito claro ao validar as profecias de Jesus no item 10 do capítulo final (capitulo 18) da Gênese:

“Anunciando a época de renovação que se havia de abrir para a Humanidade e determinar o fim do velho mundo, a Jesus, pois, foi lícito dizer que ela se assinalaria por fenômenos extraordinários, tremores de terra, flagelos diversos, sinais no céu, que mais não são do que meteoros, sem abrogação das leis naturais.”

Flagelos diversos, tremores de terra e fenômenos extraordinários, exatamente tudo o que Jesus informa tanto no Sermão Profético como no Apocalipse e, para quem leu bem as profecias do Messias está muito claro que ele fala no maior tremor desde que há homens na terra (Mateus 24:21) e em todos os montes e ilhas sendo afastados do seu lugar (Apocalipse 16:18-20), o que coloca a teoria de uma “transição sem grandes cataclismos” como teoria sem base no Espiritismo.

Mas Kardec vai ainda mais além, confirma o entendimento que abordei na primeira parte desse estudo ao associar os sinais (descritos no Sermão Profético e Apocalipse, vide estudo) como representação de meteoros, na verdade o meteoro Apophis (pois há mais de um sinal citado por Jesus referente ao asteróide). Prossigamos.... 

Esse item (item 10 do capítulo final da Gênese) é anterior ao famoso item 27 do mesmo capítulo usado pelos espíritas (sem conhecimento do estudo das profecias e da própria obra de Kardec) que defendem a tese de uma Transição sem sobressaltos ou sem grandes cataclismos:

“A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.” (A Gênese” de Allan Kardec, capítulo 18, item 27)

Ora, se Kardec e os nobres espíritos da Codificação não invalidaram as profecias de Jesus que falam sobre grandes cataclismos (fenômenos extraordinários e meteoros) o que eles quiseram dizer no item 27? Afinal, pela lógica, não produziriam afirmativas contraditórias entre si. Vamos então analisar o item 27:

“A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração.”

As profecias de Jesus não falam em aniquilação da vida na Terra (ou seja, uma geração inteira), mas sim em um grande evento que ocasionará o desencarne de parcela significativa da humanidade através do exílio planetário. Ou seja, as profecias de Jesus não falam realmente em aniquilação da humanidade ou de uma geração visto que o termo aniquilar significa reduzir à zero.

A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.”

Kardec elaborou A Gênese em 1868, segundo a Bíblia uma geração determina um período de tempo de 70 anos (o mesmo período que Jesus cita ao associar a profecia de 70 anos de Daniel com a geração da figueira, citada no Sermão Profético). Sendo assim, Kardec afirmou que aquela geração (1868-1938) desapareceria gradualmente e a nova geração (1938-2008) lhe sucederia do mesmo modo sem que houvesse mudança de ordem natural (leia-se efeitos cataclísmicos previstos pelo Cristo para o auge da Transição Planetária, efeitos extraordinários como disse Kardec, portanto além da ordem natural). O que isso significa? Que ele não anulou tal possibilidade (cumprimento das profecias do Cristo) na geração após essa, ou seja, de 2008 a 2078. Qualquer pessoa que saiba o mínimo de interpretação de texto e lógica chega facilmente a essa conclusão que Kardec deixa ainda mais clara no livro dos Espíritos, questão 798:

798. O Espiritismo se tornará crença comum, ou ficará sendo partilhado, como crença, apenas por algumas pessoas?

Resposta: “Certamente que se tornará crença geral e marcará nova era na história da humanidade....As idéias só com o tempo se transformam; nunca de súbito. De geração em geração, elas se enfraquecem e acabam por desaparecer...Assim será com o Espiritismo. Ele progride muito; mas, durante duas ou três gerações, ainda haverá um fermento de incredulidade, que unicamente o tempo aniquilará.” (O Livro dos Espíritos, Edição 76, FEB)

Kardec afirma que a adoção do conhecimento Espírita demarcará nova era na história da humanidade e demarca um tempo limite para que a incredulidade seja aniquilada (reduzida a zero): entre duas a 3 gerações.

Kardec 2057


Ou seja, se considerarmos que o livro foi escrito em 1857 e contarmos três gerações, veremos que o período que demarca entre duas e três gerações é 1997 e 2067. Em algum momento dentro desse período teremos a chegada da era nova. O interessante é que tanto na Gênese como no Livro dos Espíritos, Kardec aponta o mesmo prazo: após duas gerações é que aconteceria o decisivo período de mudança para que então, antes do término da terceira geração (pois ele fala durante duas a três gerações, no transcorrer de duas à três gerações) se inicia-se a Era Nova.

Está, portanto, muito claro o período delimitado pelos espíritos superiores que participaram da Codificação, não apenas confirmando as profecias de Jesus, mas também delimitando claramente quando a Era Nova se iniciaria. 

Então Chico define em dois livros exatamente o ano que teremos o início da Era Nova, exatamente dentro do período temporal que engloba as duas previsões da Codificação, tanto no Livro dos Espíritos como na Gênese: 2057.

No livro "Plantão de Respostas, Pinga Fogo volume 2" Chico responde a uma série de perguntas mediunizado por Emanuel (seu mentor espiritual) perguntas que foram enviadas durante o programa televisivo Pinga Fogo e que não puderam ser feitas na hora (o programa era ao vivo na época e durou várias horas, tendo recebido por telefone várias perguntas). Em uma dessas perguntas a resposta sobre o início da Era nova foi muito cristalina:

Pergunta: O que a Doutrina Espírita pode dizer a respeito do fim dos tempos, isto é, como ocorrerá a transformação do planeta em planeta de provas e expiações para o de regeneração?

Resposta: Através da busca da espiritualização, superação das dores e construção de uma nova sociedade, a humanidade caminha para a regeneração das consciências. Emmanuel afirma que a Terra será um mundo regenerado por volta de 2057. Cabe, a cada um, longa e árdua tarefa de ascensão. Trabalho e amor ao próximo com Jesus, este é o caminho (item Condições do Planeta I, página 14)

O livro pode ser baixado aqui:


No livro "Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho" o mentor responsável pela evolução do Brasil, Ismael confirma na página 86 a mesma data (2057) trazida por Emanuel em reunião ocorrida no mundo espiritual pelos idos de 1830:

"– Irmãos – expôs ele –, o século atual, como sabeis, vai ser assinalado pelo advento do Consolador (surgimento do Espiritismo em 1857) à face da Terra. Nestes cem anos se efetuarão os grandes movimentos preparatórios dos outros cem anos que hão de vir. As rajadas de morticínio e de dor avassalarão a alma da humanidade, no século próximo, dentro dos imperativos das transições necessárias, que serão o sinal do fim da civilização precária do Ocidente"

Século é um período de 100 anos demarcado a partir de um determinado período que no caso do texto é assinalado a partir de 1857 (Codificação com o lançamento de O Livro dos Espíritos) sendo que o texto afirma que ao prazo de dois séculos a partir de 1857 teremos o fim da civilização precária do Ocidente e finaliza:

"a morte do mundo, prevista na Lei e nos Profetas, não se verificará por enquanto, com referência à constituição física do globo, mas quanto às suas expressões morais, sociais e políticas. A civilização armada terá de perecer, para que os homens se amem como irmãos”

Chico profecia 2057


Ou seja, ele acentua mais uma vez que não será o mundo a ser exterminado, finalizado ou aniquilado, mas sim a civilização armada. No programa Pinga Fogo Chico também foi muito claro ao afirmar que a Era Nova somente se iniciaria após o fim do período bélico da humanidade e quando choques destrutivos e guerras de extermínio (e não apenas guerras atômicas) deixassem de ser realizadas, período que seria demarcado pela construção de cidades estufa no solo lunar e a partir daí dos contatos com civilizações de outros mundos. Todas essas prerrogativas estão expostas no vídeo a seguir:


Dito isso, profeticamente falando, nós temos uma data muito clara para o início da Era de Regeneração que virá após o auge dos eventos profetizados por Jesus no Sermão Profético e Apocalipse, eventos que demarcam o exílio planetário e auge da Transição Planetária (temas vastamente abordados nas obras "A Bíblia no 3º Milênio" e "Armagedoom 2036"), eventos confirmados por profetas como Cayce, Parravicini e Nostradamus exatamente para o mesmo período citado por Jesus (2036) para que então, após um período de reconstrução e reestruturação, semelhante aquele que marca a recuperação de uma mãe (Terra) após o esforço do parto (nascimento de uma nova era) o planeta adentre na Era Nova em 2057, Era que é assim definida por Kardec:

"a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis." (Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 3, item 17)

Temos, portanto, muito claro no Espiritismo através do que Kardec e Chico nos deixaram escrito que o Espiritismo confirma as profecias de Jesus descritas no Sermão Profético e no Apocalipse, confirmando que a Transição Planetária não será suave ou sem cataclismos intensos como alguns médiuns infelizmente por total falta de conhecimento das profecias de Jesus e desconhecimento da própria doutrina vem divulgando.

Mais ainda: Kardec e Chico expuseram claramente que essa Era Nova se iniciará pelos idos de 2057, o que automaticamente coloca por terra teorias de um mundo em guerra ou ainda em expiação em épocas posteriores a essa (como por exemplo 2069, 2080, 2084 e outras datas além)

Seguindo esse raciocínio lógico, se já sabemos que a Era Nova começará em 2057 e que teremos o auge dos eventos cataclísmicos profetizados por Jesus para que essa Era Nova nasça, então por óbvia dedução tais eventos, que simbolizam o ápice do Apocalipse e da Transição Planetária, acontecerão antes de 2057.

Tanto Jesus como os principais profetas da história da humanidade apontaram exatamente a mesma data, 2036, como o auge desses eventos cataclísmicos que sepultarão em definitivo a Era de expiação e provas. Esse estudo sobre 2036 completo está na primeira parte desses dois textos sobre a Transição Planetária (link no início desse post)

Considerando que temos o auge dos eventos cataclísmicos do Apocalipse muito bem demarcado pelos profetas mais confiáveis da história para o ano de 2036 e ao mesmo tempo de forma bem clara o inicio da Era Nova em 2057, não existe qualquer contexto profético que possibilite um mundo regenerado ou uma nova era em 2018, 2019 ou qualquer outra data antes de 2057, visto que teremos grandes acontecimentos de ordem natural previstos não apenas por Jesus e pelos profetas mas confirmados no próprio Espiritismo.

Igualmente com base nessas informações amplamente comparadas não há qualquer possibilidade de um mundo em guerras ou vítima de cataclismos intensos como imensos asteróides em 2069, 2080, 2084 ou qualquer data posterior a 2057, visto que a partir de 2057 já estaremos em um mundo em Regeneração.

Para finalizar esse amplo estudo sobre as profecias deixo para estudo adicional o link do texto "Profecia não trabalha com futuro alternativo" que explica como funciona a visão de eventos futuros e porque não há "futuro alternativo" nas profecias (explicando o índice de acertos dos grandes profetas em especial de Jesus que profetizou de forma acertada tudo o que previu do futuro, demonstrando claramente que não há "futuro alternativo"). Esse estudo está aqui:


Quem se identificou com essa linha de estudos baseada em estudo amplo, comparativo e lógico das profecias e quer conhecer o que realmente está planejado para a Terra através das principais profecias já feitas até hoje e que embasam o cronograma mundial de eventos até 2036, cronograma que venho divulgando  de forma pioneira e vem se comprovando desde 2014 ao antever eventos futuros antes de qualquer outro médium, vidente ou astrólogo (como a previsão da queda do partido vermelho até 2017 feita em 2014 quando ninguém cogitava isso) conheça um pouco mais sobre as profecias cumpridas feitas aqui no blog e fanpage e veja como adquirir os livros lançados ate o momento no formato impresso e digital (pdf) para se aprofundar ainda mais nesse estudo (que foi resumido nessas duas partes) acesse :


É dessa forma que se estudam profecias. Com método, com critério, de forma lógica e racional, livre de achismos e de opiniões meramente pessoais, pois leva em consideração vasta gama de fontes relevantes e confiáveis, relevantes e confiáveis por terem mostrado verdadeiramente a capacidade de antever o futuro com alto grau de acerto. Não há nenhuma opinião ou estudo que congregue todas as profecias mais confiáveis do mundo em uma mesma data (2036) para o auge dos eventos da Transição Planetária e do Apocalipse.

Só há um cronograma mundial

Só há uma data para o auge dos eventos – 2036

Profecia não trabalha com “futuro alternativo”

7 de abr de 2017

Sobre os Recentes Eventos na Síria – Um Novo Movimento no Xadrez Mundial

Conflito Siria Apocalipse 2017 Putin Trump

Nos 3 textos sobre o xadrez mundial abordei os motivos do interesse da Europa, EUA, Rússia e China no conflito da Síria, em especial na questão de fornecimento de gás e petróleo (especificamente no segundo texto). Inclusive aquele texto explica como as 3 grandes potencias bélicas (EUA, Rússia e China) se preparam para todas as fases que antecedem um conflito nuclear e a fase seguinte a um conflito nuclear (quem ainda não leu aconselho fortemente que leia, link ao final deste post para entender o que escreverei a seguir).

Do ponto de vista estratégico (para os EUA) e do ponto de vista político (para Trump) a jogada do presidente americano foi genial (se foi mais dele ou dos seus generais não sabemos, mas creio na segunda hipótese). O fator surpresa sempre é decisivo em um conflito, tanto em ações inesperadas como em traições e nesses casos joga melhor esse jogo quem consegue antever certos movimentos ou ter o "feeling" de perceber quando uma situação aparentemente estável está mudando de forma velada e rapidamente.

Estrategicamente um conflito nuclear, no momento, não interessa a China. Economia que mais cresce no mundo e que ainda está desenvolvendo seu arsenal militar para que seja a maior potência bélica e econômica do mundo. Para a China interessa que o auge do confronto seja em um momento futuro quando estiver com peças posicionadas no tabuleiro para derrotar os americanos.

A Rússia de Putin (e Putin e Rússia são uma coisa só junto com a KGB enquanto o ditador for vivo) está pressionada pelo avanço da China na Ásia, Oriente Médio e ex repúblicas russas. Ainda que sejam aliados (até a pagina dois) a Rússia sabe das intenções hegemônicas da China na região, que é a mesma região de influencia da Rússia (maiores detalhes texto II do xadrez mundial). As duas saídas que Putin encontrou foram: tentar enfraquecer a Europa (estimulando candidatos de extrema direita como Le Pen para fomentar o separatismo na zona do Euro) e ao mesmo tempo buscando um aliado nos EUA (Trump tem negócios bilionários com empresários russos há mais de 10 anos e se mostrou aparentemente uma opção mais palatável do que Hillary que já havia deixado claro que agiria com rigor na questão da Síria). Por isso, para Putin, interessava conseguir atrair os EUA para o seu lado num projeto de expansão no Oriente Médio e nesse ponto Trump seria o candidato ideal: o americano com o discurso de exterminar o estado islâmico e o russo apoiando um ditador sírio alauita que supostamente também combateria o isis no Iraque, plano perfeito (pra eles). Mas sempre há um porém e esse porém chama-se Exército americano que nunca confiou na Rússia e verdadeiramente enxerga Putin como um fomentador do marxismo e do comunismo que regeu a URSS nos anos da Guerra Fria

E Trump? Trump está enrolado com o FBI e as forças armadas e de inteligência dos EUA pelas suspeitas de envolvimento russo nas eleições em favor do magnata americano, além de todo o seu histórico de negócios pra lá de suspeitos com empresários russos no passado. Ao declarar em campanha que viraria suas baterias contra a China e ao mesmo tempo iniciava um chamego com o presidente russo, Trump acendeu todas as luzes vermelhas nos serviços de inteligência e do Exército americano (algo que aconteceu no passado com o presidente JFK). A jogada de Trump nos últimos dias (e acredito que muito motivada por uma séria pressão do Exército e da inteligência americana) não apenas provou a lealdade (ainda que temporariamente e com certas reservas) do presidente americano ao Exército como colocou Putin em uma situação muito difícil. Vamos entender a jogada....

PUTIN EM XEQUE NO TABULEIRO

Não foi coincidência que o ataque com armas químicas na Síria tenha ocorrido exatamente as vésperas da visita do líder chinês aos EUA.  E menos coincidência ainda que tenha ocorrido logo em seguida a um ataque no metrô russo.

Qual o cenário que estava sendo montado? O terrorismo do isis está alem dos limites e duras medidas precisam ser tomadas (leia-se invasão no Iraque e fronteira com a Turquia) assim como o presidente alauita da Síria que supostamente luta contra o isis precisa ser fortalecido. Esse era o roteiro perfeito costurado com o atentado no metrô russo. Porém, como um raio, ele foi rapidamente desmontado.

O ataque com armas químicas era a prova decisiva de fidelidade de Trump: Putin acreditava que a aliança costurada entre ambos faria o americano comprar o discurso de ataque do isis contra o regime alauita de Assad e que uma dura resposta bélica, de russos e americanos deveria ser dada sobre o Oriente Médio contra o isis. Esse foi o lance do presidente russo e foi aqui que Trump "quebrou as pernas" do russo

Trump estava na berlinda. Precisava provar sua fidelidade ao Exército americano e mostrar, com algum sinal, de que seu chamego com Putin não estava acima da fidelidade ao Exército americano. E foi assim que Trump decidiu mudar suas ações em um espaço de algumas horas: primeiro se aproximou do líder chinês dando a entender que não vai colocar embargo econômico algum e que deseja uma colaboração, sobretudo um controle chinês sobre a Coréia do Norte... isso foi surpreendente e quando isso aconteceu Putin deve ter dado uma engasgada ao tomar sua vodka. Trump mostrou que não estava disposto a iniciar hostilidades bélicas com a China. E aí veio a segunda jogada: atacar uma base síria de forma fulminante e inesperada, mostrando que o governo americano não comprou a historia de ataque químico por parte do isis e que sim, o verdadeiro responsável pelo ataque químico foi Assad

Essa mudança rápida e inesperada de Trump (leia-se pressão do Exército) colocou a Rússia em uma situação difícil. A Rússia sabe que se tomar uma medida mais dura agora não terá o apoio da China que recebeu um aceno de paz (temporário) dos EUA e que ao mesmo tempo não deseja fortalecer ainda mais o poder de ação de Putin no Oriente Médio... Alias, para os chineses interessados em construir uma nova rota da Seda na região asiática passando pelo território próximo ao conflito interessa pacificar a região da Síria e melhor ainda se isso acontecer enfraquecendo a posição russa naquela região através da queda de Assad. Como já lembrei nos textos do xadrez mundial, a China tem ajudado a Rússia enquanto isso for interessante para os chineses, ainda que ambos saibam que um confronto dos dois gigantes que compartilham a mesma área de interesse seja inevitável.... prova disso é que no recente conflito no mar da China, a Rússia se posicionou contra os chineses. Como eu já disse é uma aliança até a página dois.

O recado nas entrelinhas que é o mais importante é que o governo americano está disposto a não prolongar por muito mais tempo o impasse na Síria. Se no passado com Obama o foco da inteligência americana foi desmantelar o poderio vermelho na América do Sul (assunto previsto em primeira mão no livro "Brasil o Lírio das Américas" em 2014) e estrangular economicamente a Rússia através da queda do preço do petróleo, o foco atual da estratégia americana (e por isso Hillary havia deixado isso claro) é resolver o conflito na Síria. A jogada de acenar para a China e limitar o movimento dos russos foi muito inteligente, até porque pressiona a ONU e demais países (leia-se China) a buscarem uma solução de transição para o governo de Assad. Então o que poderá acontecer nos próximos lances (meses) de Putin?

PUTIN ACUADO E ISSO NÃO É BOM

Putin é conhecido por sempre dobrar a aposta, ainda que não esteja disposto a dar o "all in" (leia-se apertar o botão vermelho) agora. Com bases nas ações que o mago das trevas tomou no passado é certo que ele buscará mostrar força no cenário mundial....e de que forma?

Primeiro colocando forte pressão pela manutenção de Assad com o discurso de única possibilidade viável de controlar o avanço do isis na Síria e ao mesmo tempo mantendo a ação militar na Rússia com a desculpa de combater  o isis mas na verdade combater os rebeldes que estão tentando derrubar o governo de Assad. Podemos ter alguma missão aérea na região nesse sentido em breve

Em segundo lugar continuar com o discurso de que o isis é um perigo na região e seu avanço precisa ser controlado. Essa seria a narrativa que os russos fariam logo apos o ataque do metro, mas não tiveram tempo pra isso devido a precipitação dos acontecimentos. Ao retomar esse discurso Putin pode tomar ações mais enérgicas sobre ex repúblicas russas e republicas separatistas com forte presença islâmica. Tal ação ainda teria o efeito indireto de estimular o discurso de xenofobia na Europa contra os muçulmanos. É uma ação que ele deve realizar e uma investida no Iraque, nas zonas controladas pelo isis, também não está descartada.

Por fim acredito numa maior aproximação com a Venezuela e Coréia do Norte, em especial a Venezuela que pode ser o próximo alvo americano dependendo de como as coisas caminharem na OEA.

Veremos nas próximas semanas até que ponto Trump está disposto a ir para conquistar a confiança do Exército e serviços de inteligência americanos ou se o seu ego do tamanho do Everest falará mais alto e ele voltará a tomar atitudes segundo sua visão peculiar de mundo: que os EUA são o mundo, esse mundo é sua empresa, ele é o CEO e militar nenhum tem que meter o bedelho no que ele decidir....por hora ele mostrou algum juízo....por hora... aguardemos os próximos lances esperando que uma pomba laranja não sobrevoe o tabuleiro de forma amalucada. 

Xadrez mundial texto II: 

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